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Crowdsourcing Advertising: o Futuro da Publicidade

20 mar

Esta semana, estive no Webexpoforum, um super evento de Internet e Tecnologia aplicados aos Negócios. Assisti palestras muito interessantes e a primeira delas, inclusive uma das que mais gostei, foi a de Luca Messaggi a respeito de CROWDSOURCING ADVERTISING. Já escrevi sobre a palestra dele no Inovadores Espm, mas faço questão de reforçar aqui também.

Luca é italiano e diretor da Zooppa, uma empresa inovadora que iniciou na Itália, em filiais nos EUA e chegou há pouco tempo no Brasil. A Zoopa é um misto de Rede Social , plataforma de Negócios e Tecnologia.

Como funciona?

As empresas procuram a Zooppa, porque desejam criar anúncios diferentes, originais e relevantes através da colaboração de seus consumidores/clientes. Isso mesmo! A Zoopa possibilita que qualquer pessoa se cadastre em seu site e participe das competições para criar anúncios para determinadas marcas, recebendo assim uma quantia em dinheiro. É bom para as empresas porque automaticamente cria-se um efeito viral em cima de uma campanha e da marca, além de todo o engajamento com seu público. Além é claro do investimento mínimo, perto dos valores gastos com campanhas convencionais. Esse processo de interação com o público e deixar que ele participe do processo de criação de propaganda é o chamado Crowdsourcing Advertising, e faz parte do futuro da Publicidade, de acordo com Luca. Trata-se de um  processo de conexão com o público, dar voz ao coletivo.

Na minha opinião, certamente essa nova modalidade para se fazer propaganda é uma grande sensação e está apenas começando aqui no Brasil. O primeiro cliente da Zooppa aqui no Brasil é a Sky e já está rolando uma competição no site para desenvolver a campanha: De amigo para amigo.

Achei um bem interessante artigo sobre o tema na Adage e inclusive mais referências de empresas que fazem esse tipo de serviço:

OpenAd.net: Fornece a capacidade de gerar idéias publicitárias a partir de uma rede distribuída de mais de 11.500 criativos de mais de 125 países. Grandes marcas como a MTV, Virgin Atlantic e a DaimlerChrysler já contrataram seus serviços.
CrowdSpring:  possui uma rede de mais de 20.000 criativos de 140 países que competem para oferecer logotipos, site e idéias relacionadas a design para médias e pequenas empresas . Os resultados finais são impressionantes, como  literalmente centenas de apresentações feitas pelos designers .

Idéias inspiradas pelo CROWDSOURCING

FFFFound!: O site permite aos usuários publicar e compartilhar suas imagens favoritas encontrados na web e, em seguida dinamicamente faz recopmendações baseadas em gostos e interesses de um usuário.

PatternTap: é um dos melhores sites de comunidade para designers de interface à procura de inspiração para resolver problemas de projetos.

COLOURlovers: possui mais de 1 milhão de nomes de cores, centenas de milhares de paletas de cores e padrões, além de comentários e avaliações. Entrevistas com os melhores profissionais criativos são um bônus, assim como  posts com títulos como “The Art of Color: Rothko Meets Web 2.0”.

Neste mesmo artigo da Adage, é citada uma discussão quanto à disseminação do uso de Crowdsourcing pelas empresas. Pode uma campanha criada pelo coletivo ser comparada a algo que uma agência conceituada produz?

Os serviços de crowdsourcing podem ter grandes riscos e recompensas. Pode uma brilhante idéia criativa colocar em risco  uma relação de confiança com um parceiro que vive e ajuda a desenvolver a sua marca, em muitos casos, durante todo um ano? Ambas as abordagens podem coexistir?

Para mim, a criatividade gerada pelo crowdsourcing prova que uma grande idéia pode vir de qualquer um, em qualquer lugar e isso é o suficiente para demonstrar o quanto esse novo pensamento pode ser aplicado aos negócios e realmente dar certo.

Flash Mobs como intervenção urbana

25 out

Imagine que você está andando pela cidade, num dia qualquer como outro e de repente algumas pessoas surgem do nada e começam a dançar juntas numa mesma coreografia, todas em sincronia! Isto se chama Flashmob. Na verdade não se resume a apenas dança, pode ser qualquer outro tipo de ação feita em conjunto em lugares públicos e pegando as pessoas desprevenidas, alterando assim de certa forma a organização da cidade.

Existem diversos exemplos de ações muito legais, feitas em estações de metrô, praças, parques!

Uma mais recente que vi através do Blue Bus foi uma reunião de pessoas numa praça em Lisboa que começaram a dançar Beat it do Michael Jackson, numa ação para divulgar o filme documentário “This is It” do próprio! Vejam que bacana:

Agora um vídeo que andou rolando pela Internet e até o momento parece ser o do maior flashmob da história, contando com mais de 21 mil participantes, foi feito num show do Black Eyed Peas, para o programa da OPrah:

Realmente incrível não? Um dos que eu acho mais legais é esse abaixo feito numa estação de metrõ para a empresa T-Mobile! O mais bacana é ver que realmente muitas pessoas foram pegas de surpresa e ficaram se perguntando o que era aquilo! Acho que esse é o espírito da coisa!

Aqui no Brasil já existem grupos formados para tentar reproduzir alguns destes flashmobs e até criar outros. A Didi, ex MTV, tem até um programa chamado MOB_Brasil na Multishow que organiza Flashmobs. Visite o Blog do programa e fique sabendo sobre os próximos que estão sendo organizados!

Outro Blog muito legal para ficar de olho é o Pillow Fight Brasil!

#FIKADICA! 😉